Estado poderá ter semana de conscientização sobre ortorexia nervosa

A Assembleia Legislativa (Alesp) deverá analisar a partir da segunda quinzena o Projeto de Lei 674/2016, do deputado Edmir Chedid (DEM), que instituí no calendário oficial de eventos a Semana de Conscientização sobre a Ortorexia Nervosa. A proposta, prevista para ocorrer anualmente na primeira semana de outubro, está pronta para a Ordem do Dia (votação final).

A semana de conscientização deverá ser amplamente divulgada na rede pública estadual e municipal de ensino e saúde do Estado. A finalidade, segundo o PL, é divulgar a informação sobre a doença, bem como orientar sobre o diagnóstico e o tratamento adequados. “Os casos diagnosticados serão encaminhados para o acompanhamento médico especializado”, disse o parlamentar.

Edmir Chedid explicou que o governo estadual, por meio de suas secretarias e departamentos, deverá regulamentar a programação que será desenvolvida durante a semana instituída por esta Lei, como palestras e seminários. “A ortorexia nervosa, apesar de não ter por objetivo o emagrecimento, é um distúrbio com características bastante semelhantes à anorexia e bulimia”, afirmou.

A ortorexia nervosa é considerada um distúrbio relativamente recente em nível mundial. As pessoas apresentam uma preocupação excessiva com a qualidade da alimentação limitando sua variedade. Na prática, excluem certos grupos, como carboidratos, sem que haja sua substituição. Isso pode levar a quadros de carências nutricionais ou sérios distúrbios da conduta alimentar.

Segundo o parlamentar, o ortoréxico busca obsessivamente por normas ou regras de alimentação saudável. “Todas as informações, neste caso, são obtidas por meio de sites e redes sociais, mas nem sempre condizem com a realidade. Não sabemos qual a prevalência deste distúrbio, mas alguns grupos já foram identificados, como atletas, artistas e até mesmo médicos”, complementou.

Em seu argumento, Edmir Chedid garante que o ortoréxico não procura ajuda por acreditar na escolha correta. “Na prática clínica, esses pacientes foram encaminhados por familiares, que identificaram exageros nos cuidados e preparo na alimentação. Nesses pacientes, os médicos identificaram alguns sinais da falta de nutrientes, como queda de cabelo e unhas quebradiças”, concluiu.

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