Parlamentar lamenta descaso com a CPI do Detran-SP

SÃO PAULO – O deputado Edmir Chedid (DEM) lamentou nesta quinta-feira, 14/09, o descaso evidenciado por parte de representantes do governo estadual e de membros da sociedade civil com as atividades da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Detran-SP instaurada a fim de investigar supostas fraudes na emissão irregular da Carteira Nacional da Habilitação (CNH).

Apesar do apoio do Departamento Estadual de Trânsito, o parlamentar declarou que a morosidade no envio de documentos à CPI prejudica o desenvolvimento das atividades, principalmente às que dependem da avaliação minuciosa dos servidores da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). “O atraso prejudica o andamento da Comissão, o que é lamentável”, comentou.

Edmir Chedid também citou a falta de respeito de membros da sociedade convocados pela CPI a prestar depoimentos sobre supostas irregularidades nas atividades do Detran-SP. “Nem mesmo representantes de autoescolas convocados pelos parlamentares aparecem para falar sobre as denúncias e as irregularidades já averiguadas por esta Comissão aqui da Assembleia Legislativa”.

Convocada a depor no processo instaurado, a representante da Autoescola Liderança, Thais Regina dos Santos, não compareceu pela segunda vez consecutiva à CPI. “Os citados nesse processo afirmam, por meio de documentos enviados ao Poder Legislativo, que não existem irregularidades no Detran-SP. Mas simplesmente ignoram as convocações, demonstrando o contrário”, concluiu.

O parlamentar explicou ainda que será necessário maior empenho da CPI a fim de analisar todos os documentos recebidos, bem como para promover a oitiva dos profissionais mencionados ou relacionados às supostas denúncias de irregularidades. Até o fim de outubro, o relator da Comissão deverá apresentar a primeira versão de documento que poderá ser enviado ao Poder Judiciário.

CPI
A reunião promovida pela CPI aprovou dois requerimentos para o diretor-presidente do Detran-SP, Maxwell Borges de Moura Vieira, relacionados às informações sobre endereços e nomes dos diretores e supervisores das Circunscrições Regionais de Trânsito (Ciretrans) e à operação “Delta Fake”, deflagrada pela Polícia Civil contra um suposto esquema para a venda da CNH.

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